É probido pensar abril 30, 2008
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É proibido pensar (João Alexandre)
Procuro alguém pra resolver meu problema
Pois não consigo me encaixar neste esquema
São sempre variações do mesmo tema
Meras repetições
A extravagâncias vem de todos os lados
E faz chover profetas apaixonados
Morrendo em pé rompendo a fé dos cansados
Com suas canções
Estar de bem com vida é muito mais que renascer
Deus já me deu sua palavra
E é por ela que ainda guio o meu viver
Reconstruindo o que Jesus derrubou
Re-costurando o véu que a cruz já rasgou
Ressuscitando a lei pisando na graça
Negociando com Deus
No show da fé milagre é tão natural
Que até pregar com a mesma voz é normal
Nesse evangeliquês universal
Se apossando do céus
Estão distantes do trono, caçadores de deus
Ao som de um shofar
E mais um ídolo importado dita as regras
Para nos escravizar.
É proibido pensar (5x)
Procuro alguém pra resolver meu problema
Pois não consigo me encaixar neste esquema
São sempre variações do mesmo tema
Meras repetições
Meras repetições
É proibido pensar
Há um bom tempo que a presidência da nossa Corporação vem matutando acerca do conteúdo dessa composição do sempre inspirado João Alexandre.
Mais uma vez, o “mestre das cordas” abordou um ponto que já de muito vem preocupando – e com razão – os maiores nomes da adoração do nosso país: como se tem pensado a adoração na igreja evangélica brasileira.
A letra é expressamete denuncista e, com um manifesto tom de heresia (peculiar ao compositor), coloca em xeque os principais movimentos teológicos que vêm ganhando terreno no país, fazendo um verdadeiro libelo em face dos “standards” que a igreja cristã brasileira tem adotado em suas expressões de adoração, sobretudo nas coletivas; meras repetições.
Essa música, com certeza, não saiu (nem sairá) nos principais veículos de comunicação evangélicos. Todavia, por mais que a considerem uma simples forma de auto-promoção do seu autor, martela na cabeça de quem escuta uma indagação pertinente: até que ponto nos furtamos de questionar as “verdades” lançadas púlpito a baixo?
O cristão não é um ser passivo. Pelo contrário, exerce um ministério transformador, cujos limites se assentam exatamente na legitimidade da pregação do evangelho; e somente este pode guiar o seu viver.
Mais ainda: o cristão é livre, exatamente por adequar a sua vontade à vontade perfeita do seu Senhor e Salvador. Se é livre, não há porque deixar de submeter o que vem ouvindo e assistindo, como expressões de adoração, ao padrão que o próprio Deus lhe propõe. Em verdade, deve sempre, como todo bom “bereano”, observar tudo pelo crivo da palavra de Deus.
Pensemos, pois!
A presidência.
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A Disciplina do Espanto – Oswald Chambers abril 15, 2008
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“E o seguiam tomados de espanto”, Mar.10.32
No princípio, estávamos seguros de que sabíamos tudo sobre Jesus Cristo. Era uma alegria vender tudo e nos lançarmos numa ousadia em amor; mas, agora já não estamos tão seguros disso assim. Jesus está na frente e nos parece estranho: “Jesus ia adiante dos seus discípulos. Estes se admiravam”.
Há uma faceta de Jesus que faz gelar o coração do discípulo e o faz vacilar em toda a sua vida espiritual. Aquele estranho ser com semblante resoluto e passos decisivos enche-me de horror. Ele não é mais o Conselheiro e o Companheiro que conheci inicialmente. Tem o olhar fixo num determinado alvo sobre o qual nada sei, o que me deixa com receio e medo. A princípio, eu estava certo de que o entendia, mas agora já não estou tão seguro quanto a isso. Começo a perceber que existe uma certa distância entre mim e Jesus Cristo; não consigo mais sentir-me à vontade perto dele. Ele segue à minha frente e nunca olhou para trás sequer; não tenho a menor ideia de para onde está indo e o alvo dele parece-me estranho e distante demais.
Jesus Cristo teve que sentir na pele todo pecado e toda tristeza do homem e é isso que o faz parecer tão estranho e resoluto para nós. Quando o vemos sob esse prisma, não o conheceremos, não reconheceremos nenhuma das facetas dessa sua vida e não saberemos nem como começar a segui-lo de novo. Ele está lá na frente, um líder muito estranho para nós e não temos nenhuma comunhão com ele desse jeito.
Esta disciplina do temor é essencial para o discípulado sadio. O perigo é acendermos um pequeno fogo só nosso e aquecermo-nos no entusiasmo dele. Quando nos sobrevierem as trevas e ao nos abismarmos com ele, suportemo-las até que passem, porque depois de seguir a Jesus será nosso gozo inefável.
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Reativação março 18, 2008
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Depois de quase quatro meses sem postagens por motivos de readaptação fiscal, nosso empreendimento retorna à ativa, já iniciando com um excelente devocional de Oswald Chambers… Boa Leitura!!!
Devo Elevar-me a Este Nível Assim?
“Aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus”, 2 Cor.7.1.
“Tendo, pois, (…) tais promessas.” Eu tenho porque reivindicar as promessas de Deus e manter um olhar atento para aquele cumprimento delas, mas esse é apenas o seu aspecto humano; o lado divino consiste em que, através dessas mesmas promessas, eu possa reconhecer as reivindicações que Deus faz sobre mim. Estou percebendo, por exemplo, que meu corpo é o templo do Espírito Santo, ou ainda permito que meu corpo incorra em hábitos que claramente não suportarão viver sob a intensa luz de Deus? Pela santificação, o Filho de Deus é formado em mim, portanto terei de transformar toda a minha vida natural em vida espiritual através da obediência a ele. Deus nos instruiu até nas coisas mínimas. Quando ele começar a mostrar algo errado, nem consulte carne e sangue, purifique-se imediatamente. Mantenha-se purificado em seu viver quotidiano e diário.
Tenho que purificar-me de toda impureza, tanto da carne, como do espírito, até que ambos sejam achados em acordo e conforme à natureza de Deus. A minha maneira de pensar estará em perfeita consonância com a vida do Filho de Deus em mim, ou será que meu intelecto espiritual não está sujeito a ele? Estará a mente de Cristo sendo formada em mim, a qual nunca exigia nada na base de seus direitos sobre si, mas antes mantinha uma vigilância interior permanente através da qual submetia seu espírito continuamente ao do Pai? É minha a responsabilidade de manter meu espírito em harmonia com o Espírito de Deus e aos poucos Jesus me eleva ao mesmo nível em que ele vivia com o Pai – em perfeita submissão e harmonia à vontade do Pai, sem dar a mínima atenção a qualquer outra vontade. Estarei eu aperfeiçoando esse tipo de santidade nos parâmetros do temor de Deus? Está Deus conseguindo o que ele quer de mim fácil e naturalmente e o meu próximo é afectado com isso, estando a ver Deus em minha vida sempre e cada vez mais?
Seja sério no seu pacto com Deus e alegremente deixe tudo o resto de lado. Literalmente, ponha Deus no primeiro lugar de sua vida!
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Vida Consagrada (Guímel Bilac) novembro 9, 2007
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Vida consagrada. O que é isso? É uma vida regada a muita oração e jejum?
Certa vez eu fiquei impressionado com a declaração de uma pessoa. Ela disse que iria cancelar sua conta no orkut – pra quem não sabe, um site de relacionamentos – alegando que aquilo estava a atrapalhando de viver uma vida consagrada. Nada contra quem tem tal tipo de atitude. Como diz um amigo meu: “ser radical é ser santo e ser santo é ser radical”. Mas existe uma incoerência quando eu deixo de fazer tal coisa pra viver uma “vida consagrada”, mas continuo a fofocar, a falar mal do meu irmão em Cristo, a mentir e etc…
Esse é o problema de grande parte dos Cristãos: o farisaísmo. Uma atitude exterior que nada corresponde com nossas atitudes interiores. Por que isso incomodava tanto a Jesus? Vira-e-mexe nos evangelhos vemos Jesus criticando o comportamento hipócrita dos fariseus. Jejuavam duas vezes por semana hipocritamente, gostavam de expor a sua religiosidade que mais servia de disfarce pra esconder uma vida de pecados e legalismo.
O farisaísmo continua existindo em grande escala hoje em dia. Só muda de denominação. Quantos crentes a gente não conhece com linguajar e, porque não dizer “sotaque cristão” carregado, usando isso como uma máscara para esconder quem realmente são. Cheios de radicalismo exarcebado do tipo: ” Você assiste novela? Sangue de Jesus tem poder!” ou “Você tem orkut? Sangue de Jesus tem poder!”. Só faltou a estas pessoas entender que realmente o sangue de Jesus tem poder. Faltou a essas pessoas entender o verdadeiro potencial do que aconteceu na cruz do calvário.
Vida consagrada não tem nada a ver com não ter conta no Orkut, não usar internet, não assistir televisão (embora essa seja uma boa escolha). Como a própria expressão já diz, vida consagrada nada mais é do que consagrar, oferecer, entregar totalmente minha vida a Jesus; viver em função d’Ele; decidir viver em função de alegrar o Seu coração e não alimentar os desejos do meu.
Referências bíblicas para os que precisam de provas teológicas? Jesus disse: “nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt. 7.21). Isso prova que não basta viver uma falsa santidade e viver uma vida consagrada superficialmente. E também não adianta ser um crente de fachada cheio de sotaque gospel, quando o que faço fora da igreja é o mesmo que o mundo faz.
Jesus disse que nós somos o sal da terra e a luz do mundo (Mt. 5.13-16). Como eu posso ser sal da terra e a luz do mundo se eu me esconder dele. Eu tenho de ser um referencial, uma tocha que simboliza Jesus para que as pessoas vejam o que Ele faz em mim. Onde quer que seja, no Orkut, no trabalho, na igreja, pros meus amigos ainda não cristãos eu tenho que fazer a diferença! Como vou fazer a diferença se eu me excluir, se eu me anular?
Jesus disse que não há nada fora do homem que possa contaminá-lo, o que contamina o homem é o que está em seu coração: são nossos desejos, nossas fraquezas (Mc. 7.15) e a Bíblia completa isso em Tiago 1.14 que diz que somos tentados pelas nossas próprias cobiças, quando esta nos atrai e nos seduz. Não precisamos nos excluir do mundo. Temos de deixar que Deus sonde os nossos corações e através do seu Espírito Santo interagindo com Sua transformadora palavra, Ele modifique nossos corações, nossos pensamentos, nossos desejos afim de que vivamos uma vida completamente consagrada a Ele e não somente em pequenas atitudes ou renúncias sem sacrifício que não fazem diferença.
Não sou contra analisarmos onde estamos gastando nosso tempo e motivação. Se suas motivações pra usar o Orkut, internet, messenger e televisão não são lá as mais santas. Aconselho a você a fazer uma analise e decidir o que é importante pra você e talvez repensar em realmente deixar de gastar tempo com estas coisas. Lembre-se, Jesus também disse: “porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” (Mt. 6.21).
Onde está teu tesouro? A sua resposta determina o quanto sua vida é consagrada!
Um grande abraço e até o próximo texto.
Fiquem na presença de Deus.
Guímel Bilac.
Disponível em http://www.adoracaoepaixao.com/
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De um spam desses da vida… novembro 1, 2007
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De: dominicalnet@grupos.com.br [mailto:dominicalnet@grupos.com.br] Em nome de josiassantos@hotmail.com
Enviada em: sábado, 5 de maio de 2007 22:03
Para: dominicalnet@grupos.com.br
Assunto: Re: [Grupo Dominical Net] Erros na Bíblia
Prioridade: Alta
O SALMO DO TELEVISOR
1. O televisor é o meu pastor; meu crescimento espiritual faltará;
2. Ele me faz repousar nos pastos mundanos para levantar-me vazio das coisas de Deus. Ele toma o tempo que eu deveria dar a Deus. Faz-me abandonar meus deveres cristãos, porque preciso assistir a meus programas prediletos;
3. Ele renova meu conhecimento sobre as coisas do mundo e guia-me pelas veredas da injustiça, não me deixando estudar a palavra de Deus;
4. Mesmo estando para morrer, continuarei assistindo ao televisor, enquanto funcionar, porque ele é o meu mais achegado companheiro, suas músicas e imagens me confortam;
5. Ele me oferece uma mesa de distrações, trazendo o mundo para dentro de casa, a fim de me orientar. Ele enche minha cabeça de suas coisas, de modo que meu cálice transborda e estou sempre a falar de seus programas. Falo tanto que a palavra de Deus não tem mais lugar em minha vida, família e casa;
6. Assim sendo, certamente o mal e a miséria me seguirão todos os dias da minha vida, porque o meu televisor me faz contrariar a vontade de Deus, e habitarei… (conclua você).
A TV rouba o tempo do povo de Deus, que deveria ser gasto para estar na presença dele. Vamos acordar, minha gente! Está na hora de orar e vigiar, Jesus está para voltar. Será que estamos prontos para a sua volta?
(Recado do Alexandro)
Cristianismo Sem Cruz (Aloízio Penido) outubro 23, 2007
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Trago à tona este assunto, em função da seriedade e pertinência da matéria, pois vejo como lamentável a indiferença que tem caracterizado o povo de Deus nos dias atuais ante os grandes desafios morais e espirituais que nos cercam, principalmente se considerarmos o caminho de dor e sofrimento pelo qual Jesus percorreu.
Em parte, esta situação vem se firmando por culpa dos pregadores atuais que levam os membros das igrejas a praticarem um tipo de cristianismo sem sofrimento, sem doença, sem dificuldade financeira, sem rejeição, sem descontentamento, enfim, sem cruz. As pessoas estão aceitando a Cristo como salvador imaginando que a decisão tomada se equivale ao ato de tomar uma vacina que imuniza e livra o cristão de todos os males e problemas desta vida, colocando-o de fora dos dilemas humanos, o que não é verdade.
Que Deus é todo poderoso ninguém duvida, que quer abençoar os seus filhos é crença corrente, mas não podemos alimentar o ensino equivocado da prosperidade e da bênção incondicional sem fundamentação bíblica, como alguns vêm propagando, que Deus vai dar tudo a todos como se estivesse a serviço do cristão. Pensar e agir como se as coisas fossem tão fáceis e simples assim é aceitar e propagar uma espécie de anticristianismo. Afinal, as dores que sofremos também devem ser consideradas como bênçãos de Deus, porque sem elas não teríamos como diagnosticar as doenças e valorizar a saúde.
O homem moderno está mesmo é em busca de facilidades, comodidades e prazer a todo custo. É por isto que a ciência e a tecnologia vêm fazendo esforços para responder a contento os anseios de satisfação e o grau de exigência das pessoas. Como conseqüência dessa busca insaciável, o ser humano tem se tornado doente. Nunca os consultórios de analistas e psiquiatras foram tão freqüentados como nos dias de hoje e as pessoas jamais consumiram tanto medicamento para resolver os problemas de insônia e depressão, causados pela infelicidade, angústia e tristeza de corações vazios. Esta situação visível em grande parte tem sido gerada por uma expectativa falsa, pois o ser humano não foi criado para o prazer, mas sim para desafios e realizações.
Lamentavelmente, muitas seitas e inúmeras igrejas evangélicas têm caído na tentação de apresentar um cardápio de facilidades e promessas sem apoio bíblico, como se o cristianismo fosse um balcão negócios onde se vende sonhos e ilusões, para manter acesa a falsa esperança de muitos pobres e miseráveis que são levados a acreditar que o verdadeiro cristão não passa por tribulações. Que tragédia! Pois ninguém tem o direito de alimentar falsas esperanças, muito menos aqueles que atuam como mensageiros do Deus Altíssimo. Tal situação é agravada pela adesão de muitos irmãos de igrejas históricas, que são consideradas sérias no compromisso com o evangelho, influenciados por estas idéias, em virtude do bombardeio que recebem através dos programas televisivos, rádio e, principalmente, pela música gospel, que enfatiza o ter em lugar do ser.
Com a predominância deste sentimento nada saudável que vem sendo disseminado e facilmente assimilado, os novos crentes estão se tornando cada vez mais indiferentes aos grandes desafios da fé cristã. Freqüentam os cultos quando podem, contribuem quando sobra, oram quando têm problemas, lêem a Bíblia quando vão à igreja e, com algumas poucas e boas exceções, difamam, fazem intriga, se opõem aos pastores e cometem os mesmos erros de pessoas que ainda não tiveram um encontro pessoal com Cristo. Este é um estilo de cristianismo sem cruz e, por conseguinte, sem Cristo.
Foi por esta razão que Jesus condenou com veemência o comportamento dos religiosos de sua época, porque não tinham compromisso autêntico com a essência da fé apostólica. Para Jesus, cristianismo não é filosofia adotada, mas estilo de vida comprometido com os valores eternos, que se traduzem em justiça social, amor ao próximo, respeito mútuo e submissão à vontade de Deus. Mas é só pela cruz que somos capazes de trilhar o caminho do sacrifício, da submissão, do amor, da compaixão que nos reconcilia com Deus e nos aproxima uns dos outros.
Se quisermos alcançar o alvo estabelecido no coração de Jesus de transformar os conceitos injustos arraigados nos corações dos homens em todo o mundo, necessitamos seguir os seus ensinamentos: “assim como o Pai me enviou eu vos envio a vós” (Jo 20.21b). Jesus é o nosso modelo e exemplo. Espelhemo-nos nele para que sejamos discípulos de verdade, que vivem à sobra da cruz.Autor: Aloízio Penido
Pastor da PIB em Juiz de Fora (MG)
Extraído de www.pregadores.com.br
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SABEDORIA E FORÇA outubro 16, 2007
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Leia:
1 Coríntios 1:26-31
Em 1978, o jovem cristão Pyotr foi convocado pelo exército soviético. Não demorou muito para que todos no seu batalhão soubessem que ele era um “rapaz da igreja”. Certo dia, um dos oficiais exigiu que Pyotr negasse a sua fé. Ele se recusou a fazê-lo. O oficial apontou sua arma para a cabeça de Pyotr: “Negue o seu Deus agora ou eu atiro!” Pyotr silenciosamente fechou seus olhos e orou. O som do gatilho quebrou o silêncio. Instantes depois o som do gatilho novamente! Pyotr tremia, mas se manteve fiel a Jesus. Irritado, o oficial percebeu que seu jogo cruel não funcionaria. Ele guardou a arma e mandou Pyotr deixar o escritório. Hoje, ao lembrar desta história, Pyotr não pensa que foi um cristão corajoso e comprometido, mas que, de alguma forma, a graça de Deus o ajudou a se manter fiel. Pyotr foi uma dessas coisas que “para o mundo é fraqueza”, mas que Deus usou para “envergonhar o que é forte”. Conhecemos os limites da nossa carne e intelecto. Mas em Cristo, Deus nos escolhe, fracos e tolos, para seus discípulos. Pela graça de Deus nos tornamos seus seguidores fortes e sábios. Não depende de nós, mas de Deus. Não temos o direito de nos gabar.
Pense:
Pela graça de Deus nos tornamos seus seguidores fortes e sábios. É pela graça, não temos o direito de nos gabar.
Ore:
Poderoso Deus, somos fracos, mas tu és forte. Faze de nós teus fiéis discípulos. Dá-nos a força e a sabedoria que precisamos para servir-te com fidelidade e humildade. Em nome de Jesus. Amém
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O QUE DEUS ESPERA? (Boa semente) outubro 10, 2007
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Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti.
O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se (Salmo 39:7; 2 Pedro 3:9).
Depois de um acidente, eu estava na emergência de um hospital à espera de atendimento. Rodeada de cortinas, ouvia o movimento dos médicos e pacientes que passavam. Tinha dores, mas ninguém se preocupava comigo. De vez em quando chamava uma enfermeira e perguntava: — Diga-me, será que se esqueceram de mim?
Após três horas de espera, repentinamente dei-me conta que minha espera não era comparável à espera de Deus. Ele vê as pessoas viverem e falarem. Conhece os pensamentos delas. Segue com Seu olhar a parte da humanidade que não se preocupa com Ele: adultos indiferentes, ocupados demais, jovens que querem “viver a vida”. Porém, qual é o lugar de Deus na vida de tais pessoas? Ele terá de nos sacudir para que nos prestemos atenção nEle?
Os jovens esperam terminar seus estudos, ter uma profissão, ser independentes, encontrar alguém que os ame de verdade… vivemos sempre planejando o futuro, esquecendo que agora devemos escolher e buscar a resposta às perguntas fundamentais de nossa existência. As decisões que tomamos hoje determinam o que faremos e seremos amanhã. O Senhor espera que respondamos agora mesmo ao Seu chamado: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á” (João 10:9).
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Lições que só Deus ensina (Russel Shedd) outubro 1, 2007
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“Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios” (Salmo 90:12)
A vida é uma escola. Ela nos ensina a ser espertos, calcular riscos, a investir para receber mais e especialmente a cuidar de nós mesmos. Mas não é exatamente isso que o Salmo 90.12 recomenda. Esta peça poética de Moisés concede preciosas lições a todos os que perceberam que somos mal orientados se não buscarmos instrução do Senhor. Uma vez que o profeta foi inspirado por Deus, estamos certos de que essa orientação não pode ser encontrada em nenhuma outra escola. Isaías prometeu (e Jesus repetiu) que Deus ensinaria aos que seriamente desejassem matricular-se em Sua escola (Is 54,13; Jo 6,45).
É uma oração que articula este pedido: Ensina-nos a contar nossos dias. O tempo não pára. Ele passa. Alguns se preocupam com o envelhecimento somente quando os anos já se passaram. Não ouviram a advertência do Pregador: Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias (…) (Ec 12.1). Os dias desperdiçados são justamente os que não trouxeram nenhuma lição sábia ao coração. Mesmo que a maioria dos homens despreze a instrução que vem do Criador, o fiel servo pede, insistentemente, que Deus o ensine o que tem importância eterna.
A educação secular valoriza informação e inteligência. Quem sabe mais pode resolver problemas mais eficientemente e, assim, tem vantagem. As escolas se interessam mais por matricular os melhores alunos. As universidades de elite despejam seus formandos nas profissões, nas indústrias, nos laboratórios e nos altos escalões do governo. Os benefícios financeiros são invejáveis. A sociedade reputa mais feliz quem desfruta mais privilégios neste mundo globalizado que promove e enriquece seus melhores jogadores. Valores secundários, tais como distribuição justa de renda, cuidado especial dos marginalizados e esquecidos têm menos importância. E nem se fala da busca do Reino de Deus em primeiro lugar.
Mas o lado negativo dessa corrida à busca do conhecimento e das vantagens materiais coroa seus corredores mais bem sucedidos, como já foi descrito por um dos seus mais famosos adeptos: Mark Twain, escritor americano. Ele utilizou seu extraordinário talento para escrever livros há mais de cem anos. Suas obras são conhecidas e apreciadas por milhões de crianças e de adultos. Declarou esse ateu em sua autobiografia: “O único presente não envenenado que a vida concedeu é a morte”.
No Salmo 90, Moisés pede que Deus nos ensine a (…) contar os nossos dias para alcançar um coração sábio. Consideremos alguns elementos chaves nessa oração: Primeiro, somente Deus conhece quantos dias restam da nossa vida. A certeza da morte é inegável. Igualmente certo é o fato de que ninguém sabe em que dia ela virá. Deus, nosso Professor Supremo, conhecedor de todas as coisas, marca a carga horária na escola da vida. Ele é quem assina o diploma ou reprova os alunos.
Segundo, os melhores alunos pedem a ajuda de Deus para evitar o desperdício do tempo. Dias não-contados referem-se a dias não-aproveitados, horas em que nada se fez ou não se aprendeu nada de valor. Nenhuma palavra de encorajamento emanou da boca e nenhuma influência sadia impediu alguém de ir em direção a Deus.
O homem que quer aprender a sabedoria de Deus avalia tudo à luz da eternidade.
Terceiro, o objetivo das lições de Deus visa alcançar um coração sábio. Ele mostra o caminho e motiva seus servos a progredir nessa direção. Revelou sua infalível Palavra para ser luz e lâmpada para os pés dos que andam nos caminhos sinuosos deste mundo.
Quarto, indagaremos sobre o que quer dizer “coração sábio”. Estas palavras têm um paralelo na mensagem de Paulo: Não cessamos de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual. (Cl 1.9). Se Deus nos ensina clara e inconfundivelmente Sua vontade, não ficaremos mais presos à cegueira que baseia suas decisões no acaso de loteria. Infinitamente melhor é escolher sob a direção daquele que conhece o futuro tão plenamente como o passado (Rm 8.14). Sabedoria quer dizer inteligência que enxerga bem, além do horizonte desta vida curta e insegura. Escolher de acordo com a orientação bíblica permite ao servo ecoar as palavras do famoso missionário David Brainerd no limiar da morte. “Não teria vivido a minha vida diferentemente do que vivi por nada neste mundo”. Jim Elliot, inspirado pela sabedoria de Brainerd, foi morto por uma lança dos selvagens aucas no Equador, em 1956. Disse o mártir: “Não é tolo quem deixa o que não se pode reter para alcançar o que não se pode perder”.
Quem, além de Deus, pode ensinar a um filho de Adão essa realidade? Ninguém nasce sábio. Pecadores buscam prazer e sucesso com uma visão curta. Não olham além da morte física, enquanto o homem que quer aprender a sabedoria de Deus avalia tudo à luz da eternidade. Paulo disse que, se recebermos sabedoria e entendimento espiritual, devemos viver (…) de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado (Cl 1, 10). Uma definição de pecado destaca precisamente esse aspecto – desagradar a Deus agindo de maneira indigna do Pai que nos gerou pelo Seu Santo Espírito.
Moisés percebeu a importância de se alcançar sabedoria. Durante quarenta anos foi instruído em tudo o que havia de melhor da sabedoria humana. Matou o egípcio que maltratava um israelita. Foi uma decisão aparentemente inteligente, mas não sábia. Depois fugiu para Midiã onde teve tempo para as aulas de Deus. Por quarenta anos foi adquirindo sabedoria do alto que lhe serviu tão bem durante os últimos anos do governo do Povo Escolhido. Mesmo sendo Moisés um servo humilde, Deus o escolheu para conduzir Israel, tirando-o do Egito até a Terra Prometida e para escrever os primeiros cinco livros da Bíblia. Foi esse mesmo Moisés que escreveu o Salmo 90 e gravou esse pedido de ajuda para contar os seus dias de modo que alcançasse a sabedoria. Dias são desperdiçados porque não os contamos como preciosas pérolas que podem ser trocadas por sabedoria do alto. O Salmo 90.12 aponta na direção de verdadeiro sucesso. Pedir a instrução do Criador infinito em poder e sabedoria é o único meio de chegarmos ao fim da vida felizes e bem-sucedidos aos olhos de Deus. Para se viver bem, no mundo e no céu, sabedoria do alto (Tg 3.17) é tudo! Jonathan Edwards sabia que a sabedoria celestial valia mais que dinheiro ou fama. Ele e sua santa mulher tiveram setecentos e vinte e nove descendentes. Dessa família surgiram trezentos pregadores, sessenta e cinco professores universitários, treze reitores de universidades, sessenta autores de bons livros, dois deputados do congresso americano e um vice-presidente do país. Que explicação única haveria para um fenômeno como a família de Edwards, senão a busca de um coração sábio vindo de Deus e a valorização do tempo que o Senhor lhe concedeu?
Extraído de www.monergismo.com
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PEQUENAS PROVAS DE PACIÊNCIA setembro 26, 2007
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E, na verdade, toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela (Hebreus 12:11).
Nossa vida cotidiana abunda em pequenas provas e desgostos de toda espécie. Uma palavra grosseira, uma falta de respeito, uma ingratidão fazem surgir nossa ira. O caráter difícil de um cônjuge, prejuízo causado por negligência, contratempo que transtorna nossos projetos são outros obstáculos às vezes mais perigosos para nossa fé que as perseguições do tempo dos mártires.
Talvez sejam apenas pequenas provas, mas, justamente por causa da insignificância delas, aliada à freqüência com que ocorrem, é que nos incomodam e triunfam sobre nossas intenções de andar “dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus” (Colossenses 1:10).
Como a salvação que Cristo nos dá é perfeita, estes pequenos problemas também são de Sua alçada. Temos de encontrar nEle o recurso suficiente e eficaz para que o sofrimento não seja causa de desalento ou derrota, mas que se transforme em bênção para nós.
Deveríamos considerar cada provação, pequena ou grande, como uma mensageira de Seu amor. Quando pudermos receber como uma prova do amor divino tudo o que nos faz sofrer, venha de onde vier, teremos a devida atitude para suportar o sofrimento. E toda a nossa vida certamente mudará.
“Ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória na revelação de Jesus Cristo” (1 Pedro 1:6-7).
Extraído do devocional "Boa Semente" – literatura@terra.com.br
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