É probido pensar Abril 30, 2008
Posted by ulissesdlm in Uncategorized.trackback
É proibido pensar (João Alexandre)
Procuro alguém pra resolver meu problema
Pois não consigo me encaixar neste esquema
São sempre variações do mesmo tema
Meras repetições
A extravagâncias vem de todos os lados
E faz chover profetas apaixonados
Morrendo em pé rompendo a fé dos cansados
Com suas canções
Estar de bem com vida é muito mais que renascer
Deus já me deu sua palavra
E é por ela que ainda guio o meu viver
Reconstruindo o que Jesus derrubou
Re-costurando o véu que a cruz já rasgou
Ressuscitando a lei pisando na graça
Negociando com Deus
No show da fé milagre é tão natural
Que até pregar com a mesma voz é normal
Nesse evangeliquês universal
Se apossando do céus
Estão distantes do trono, caçadores de deus
Ao som de um shofar
E mais um ídolo importado dita as regras
Para nos escravizar.
É proibido pensar (5x)
Procuro alguém pra resolver meu problema
Pois não consigo me encaixar neste esquema
São sempre variações do mesmo tema
Meras repetições
Meras repetições
É proibido pensar
Há um bom tempo que a presidência da nossa Corporação vem matutando acerca do conteúdo dessa composição do sempre inspirado João Alexandre.
Mais uma vez, o “mestre das cordas” abordou um ponto que já de muito vem preocupando – e com razão – os maiores nomes da adoração do nosso país: como se tem pensado a adoração na igreja evangélica brasileira.
A letra é expressamete denuncista e, com um manifesto tom de heresia (peculiar ao compositor), coloca em xeque os principais movimentos teológicos que vêm ganhando terreno no país, fazendo um verdadeiro libelo em face dos “standards” que a igreja cristã brasileira tem adotado em suas expressões de adoração, sobretudo nas coletivas; meras repetições.
Essa música, com certeza, não saiu (nem sairá) nos principais veículos de comunicação evangélicos. Todavia, por mais que a considerem uma simples forma de auto-promoção do seu autor, martela na cabeça de quem escuta uma indagação pertinente: até que ponto nos furtamos de questionar as “verdades” lançadas púlpito a baixo?
O cristão não é um ser passivo. Pelo contrário, exerce um ministério transformador, cujos limites se assentam exatamente na legitimidade da pregação do evangelho; e somente este pode guiar o seu viver.
Mais ainda: o cristão é livre, exatamente por adequar a sua vontade à vontade perfeita do seu Senhor e Salvador. Se é livre, não há porque deixar de submeter o que vem ouvindo e assistindo, como expressões de adoração, ao padrão que o próprio Deus lhe propõe. Em verdade, deve sempre, como todo bom “bereano”, observar tudo pelo crivo da palavra de Deus.
Pensemos, pois!
A presidência.
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