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Aniversário do Rômulo Setembro 19, 2007

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Hoje é aniversário do Rômulo, então, desde logo, todos intimados a comparecerem no culto desta noite para congratula-lo por mais uma primavera.

Para quem não sabe, 19 de setembro é dia do Teatro e dia do Computador, sendo que, além do nosso ilustre Vice-Presidente, tiveram o privilégio de nascer no mesmo dia: Antonino Pio, Imperador Romano (86-161); Miguel II de Bragança (1853-1927);  Zequinha de Abreu, músico brasileiro (1880-1935); Lupicínio Rodrigues, compositor brasileiro (1914-1974); Paulo Freire, pedagogo brasileiro (1921-1997); Jeremy Irons, ator britânico (1948); Bia Seidl, atriz brasileira (1961; Cristiano da Matta, automobilista brasileiro que já competiu na Fórmula 1 (1973).

Ainda no dia 19 de setembro ocorreram: a Batalha de Poitiers, no âmbito da Guerra dos Cem Anos; a realização no circuito de São Gonçalo (RJ) da primeira corrida de automóveis, com o vencedor atingindo a marca de 50 km/h; a publicação da lei que autorizou Juscelino Kubitschek a transferir a capital da República para Brasília; a admissão das Ilhas Salomão como Estado-Membro da ONU; o fim das visitações das Sete Quedas e a sanção da Lei Orgânica da Saúde, que criou no Brasil o Sistema Único de Saúde (SUS).

Valeu esquisito!!! Parabéns por mais um ano de vida!!!

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John Wycliffe: “O amor de Cristo nos constrange” (Pr. Franklin Ferreira) Setembro 13, 2007

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John Wycliffe: “O amor de Cristo nos constrange”

Uma igreja em declínio

Durante o século XV houve algumas tentativas de reforma da igreja, mas esta reforma não era dirigida contra as questões doutrinárias, mas mais contra a vida religiosa na prática, em particular contra os abusos presentes na igreja medieval. Ao mesmo tempo, houve outro movimento de reforma muito mais radical, que não se contentava em atacar questões referentes à vida e aos costumes, mas queria corrigir também as doutrinas da igreja, ajustando-as à mensagem do evangelho. Entre os que seguiram este caminho, os que mais se destacaram foram John Wycliffe e Jan Huss (1370-1415). Wycliffe viveu durante a época do “cativeiro babilônico” do papado (quando o papado foi estabelecido em Avignon, na França), e no início do “Grande Cisma” (que começou em 1378, quando dois papas rivais tentaram exercer autoridade sobre a igreja). Estes homens prepararam o caminho para a reforma protestante do século XVI.

A época em que Wycliffe viveu era caracterizada pela incerteza e pressões comuns à nossa época. A “peste negra” varreu a Inglaterra e a Europa e, em alguns lugares, um terço da população foi morta. O que ficou conhecido como a “Guerra dos Cem Anos” entre a Inglaterra e a França minou energias e recursos. A igreja possuía mais de um terço das terras da Inglaterra. O clero era normalmente inculto e imoral. Altos cargos na igreja eram comprados ou dados como favores políticos. Aos ingleses desagradava enviar dinheiro para um papa em Avignon, que estava sob influência do inimigo da Inglaterra, o rei da França. O controle dos salários relegava os pobres a uma existência marginalizada e conduziu à violenta Revolta dos Camponeses na Inglaterra, em 1381.


Um erudito cristão

Sabemos muito pouco da juventude de John Wycliffe, que nasceu em cerca de 1328, em uma rica família inglesa, em Hipswell, no Condado de Yorkshire. Parece que ele teve uma infância típica em uma pequena aldeia da Inglaterra, e uma juventude dedicada quase exclusivamente ao estudo. Ele começou sua vida acadêmica aos treze anos, indo estudar na Universidade de Oxford, no Balliol College. A Universidade de Oxford tinha alcançado grande reconhecimento, tendo sido considerada por muitos como a principal universidade na Europa. Tristemente, naquela época, em lugar de estudar as Escrituras, os homens gastavam o tempo estudando filósofos como Tomás de Aquino (c. 1224-1274) e John Duns Scotus (1265-1308). Porém havido um homem realmente cristão que era professor no Balliol College. O nome dele era Tomás de Bradwardine (falecido em 1349). Ele estava terminando sua carreira aproximadamente ao mesmo tempo em que Wycliffe estava começando a sua. Bradwardine estava pronto aceitar o que Deus tinha revelado em sua Palavra. Ele viu o caminho que outros perderam. Ele ensinou a verdade do Evangelho que Deus salva os homens de seus pecados por meio de sua livre graça. Luz começou a raiar na Europa por causa deste grande homem.

Wycliffe continuou seus estudos, financiando-os de uma forma duvidosa, mas de modo muito comum em sua época – aceitou um ofício pastoral e o salário atribuído a ele, mas sem cumprir suas obrigações. Isto possibilitou continuar sua carreira acadêmica em Oxford, recebendo seu doutorado em 1372, quando se tornou um dos mais brilhantes teólogos e filósofos de sua época.

Wycliffe saiu da universidade em 1371, para se colocar a serviço da coroa, ajudado pelo poderoso John de Gaunt, o Duque de Lancaster, filho de Eduardo III. Gaunt foi o governante de fato da Inglaterra, entre 1377 a 1381, depois da morte do pai, enquanto Ricardo II não tinha idade suficiente para reinar. Na época, havia tensões entre o trono inglês e o papado romano, particularmente com referência a certos impostos que o papado estava exigindo da Inglaterra. Wycliffe saiu em defesa da coroa, atacando a teoria que dizia que o poder temporal (estatal) se origina do espiritual (eclesiástico). Ele participou também de uma embaixada em 1375, em Bruges, na Bélgica, em que discutiu com os legados do papa os pontos em debate. Parece que sua lógica inflexível, aliado a sua falta de senso da realidade política, tornava-o pouco apto para o serviço diplomático, e por isto ele não voltou a ser enviado em missões semelhantes. A partir de então ele foi usado principalmente como um polemista demolidor, que o estado inglês empregava contra seus inimigos da igreja.

Este debate em que se envolveu, somada ao escândalo do “Grande Cisma”, o conduziu a posições cada vez mais ousadas, atacando não apenas o papa e os poderosos senhores da igreja, mas também os poderosos do estado. Em seu entendimento, assim como o poder espiritual tinha seus limites, o temporal também os tinha. Ele também argumentou que apenas o governante piedoso pode exercer a autoridade corretamente, e que governantes ímpios não tem autoridade legítima – sejam eles nobres, reis ou papas. Por causa disto, os nobres que antes o apoiavam foram se separando dele, deixando-o cada vez mais só.


Um crítico da Igreja

Wycliffe então voltou para a Universidade de Oxford, onde tinha muitos seguidores e admiradores. Mas também ali o cerco se fechava. Ele tem sido chamado de a “estrela da manhã da Reforma”, porque audaciosamente questionou a autoridade papal, criticou a venda de indulgências (a qual supostamente libertava as pessoas do castigo do purgatório), falou abertamente contra a hierarquia eclesiástica e negou a realidade da transubstanciação – a igreja romana dizia que a substância do pão e do vinho é mudada em corpo e sangue de Jesus Cristo durante a missa. Ele entendia que a substância dos elementos era indestrutível e que Cristo estava apenas espiritualmente presente no sacramento. Em suas palavras, “quando vemos a hóstia não devemos crer que ela própria é o corpo de Cristo, mas que o corpo de Cristo está sacramentalmente escondido nela… A nós cristãos é permitido negar que o pão que consagramos é idêntico ao corpo de Cristo, embora seja ele um sinal eficiente dele… [Aqueles que identificam] falham em distinguir entre a figura e a coisa figurada e em considerar o significado figurativo… O receber espiritual do corpo de Cristo consiste não num receber corpóreo, no mastigar ou tocar da hóstia consagrada, mas no alimentar da alma de fé frutífera conforme a qual nosso espírito é alimentado no Senhor… Porque nada é mais horrível do que a necessidade de comer a carne materialmente e o beber o sangue materialmente de um homem amado [Jesus Cristo] tão claramente” (A Eucaristia 1:2, 11; 7:58; 1:15). Se adotada, a posição de Wycliffe significaria que o sacerdote não mais reteria a salvação de alguém por ter em suas mãos o corpo e o sangue de Cristo na comunhão. A posição de Wycliffe não é totalmente clara, e tem sido reclamada tanto pelos seguidores de Martinho Lutero como pelos de João Calvino.

Seus ataques contra os monges (as ordens monásticas eram comprometidas com a pobreza, mas toda a sua considerável riqueza era mantida de forma injusta, não lhes pertencendo de forma legítima), que tinham começado anos antes, lhe valeram muitos inimigos. Em 1377, o papa Gregório XI condenou John Wycliffe por seus ensinamentos e pediu que a Universidade de Oxford o demitisse. Por instigação do arcebispo de Canterbury, Simon de Sudbury, o reitor da universidade convocou uma assembléia para discutir os ensinos de Wycliffe sobre a ceia, e esta assembléia o condenou por estreita margem de votos, em 1380. Mesmo assim, muitos em Oxford ainda o defendiam, e as autoridades não se atreviam a tomar atitudes contra ele. Durante vários meses ele esteve preso em sua casa, privado da liberdade, mas com permissão para continuar escrevendo seus livros, cada vez mais agressivos. Em 1381, a Revolta dos Camponeses na Inglaterra forçou a igreja e os nobres a cooperarem entre si na restauração da lei e da ordem. Embora Wycliffe não estivesse envolvido na rebelião, aqueles que se opunham a ele alegavam que a revolta fora resultado de seus ensinos. Aproveitando-se da situação, os líderes da igreja inglesa forçaram seus seguidores a saírem de Oxford.


Tradutor das Escrituras

Por causa das pressões de um velho inimigo, William Courtenay, que era bispo de Londres, Wycliffe se retirou para a igreja paroquial de Lutterworth, perto de Rugby, em 1382. Com o passar dos anos, ele foi dando cada vez mais ênfase na autoridade das Escrituras, em detrimento da autoridade do papa e das tradições eclesiásticas. Ele entendia que as Escrituras pertencem à igreja, e por isto devem ser interpretadas dentro dela e por ela. Para ele, as Escrituras contém tudo que é necessário para a salvação, sem qualquer necessidade de tradições adicionais.

Além disto, ele acreditava que o melhor caminho para prevalecer em sua luta contra a autoridade abusiva da igreja católica era tornar a Bíblia acessível às pessoas em sua própria língua. Desse modo, poderiam ler por si mesmas acerca da forma como cada uma poderia ter um relacionamento pessoal com Deus através de Jesus Cristo – independente de qualquer autoridade eclesiástica. Como ele disse: “As palavras de Deus darão aos homens nova vida mais do que as outras palavras lidas por mero prazer. Oh, maravilhoso poder da Divina Semente que vence homens fortes e armados, amacia os corações duros e renova e transforma em homens piedosos aqueles que tinham sido brutalizados pelos pecados, e se afastaram infinitamente de Deus. Obviamente tal miraculoso poder nunca poderia ser operado pelo trabalho de um sacerdote, se o Espírito da Vida, e a Eterna Palavra, acima de qualquer outra coisa, não operassem”. Em 1382, atacou a autoridade do papa, dizendo num livro que Cristo e não o papa era o chefe da igreja. Afirmou que a Escritura e não a igreja era a autoridade única para o crente e que a igreja romana deveria se modelar segundo o padrão da igreja do Novo Testamento.

Em Lutterworth, Wycliffe e alguns de seus antigos alunos, completaram a tradução do Novo Testamento por volta de 1380 e o Antigo Testamento em 1382. Enquanto Wycliffe concentrava seus esforços no Novo Testamento, um de seus amigos, Nicolau de Hereford, trabalhava sob sua supervisão na tradução do Antigo Testamento. Wycliffe e seus companheiros, por não conhecerem o hebraico e o grego originais, traduziram o texto do latim para o inglês – usando a tradução latina de Jerônimo, escrita à mão a mais de 100 anos. Um dos amigos mais chegados de Wycliffe, John Purvey (c. 1353-1428), continuou a obra de Wycliffe, lançando, em 1388, uma revisão de sua tradução. Purvey era um erudito, e seu trabalho foi muito bem recebido por sua geração e pelas que se seguiram. Menos de um século depois, a edição revista de Purvey havia substituído a Bíblia inicial de Wycliffe. Eles foram os primeiros ingleses a traduzir toda a Bíblia do latim para o inglês.

Outros de seus escritos, além dos seus trabalhos sobre os problemas da Igreja e do Estado, incluíam tratados de lógica e metafísica e numerosos livros e sermões teológicos. Em um sermão intitulado “O amor de Jesus” ele expressa de forma comovente seu amor por Cristo, que o constrangeu a se lançar à obra de reforma da igreja: “A não ser que um homem seja primeiro purificado por provações e tristezas, ele não pode alcançar a doçura do amor de Deus. Oh, tu amor eterno, inflama minha mente para que eu ame a Deus, que incendeie tudo, menos o Seu chamado. Oh, bom Jesus! Quem mais poderia me dar o que sinto de Ti. Agora, Tu deves ser sentido, e não visto. Entra nos mais íntimos recessos da minha alma; entra no meu coração e enche-o completamente com Tua claríssima doçura; faze com que minha mente beba profundamente do forte vinho do Teu doce amor; pois somente Tua presença é para mim consolo ou conforto, e só Tua ausência me deixa entristecido. Oh, Tu, Santo Espírito, que sopras onde queres, entra em mim, atrai-me a Ti, para que eu possa desprezar e ter em nada em meu coração todas as coisas deste mundo. Inflama o meu coração com o Teu amor que para sempre arderá sobre o Teu altar. Vem, eu te imploro, doce e verdadeira alegria; vem doçura tão desejável; vem meu amado, que és todo o meu conforto”. Esse amor deveria ser uma força impulsora para todos os cristãos hoje.


Precursor da Reforma

E foi também por este amor que, em pouco tempo, o país se viu invadido pelos “lolardos”, ou “pregadores pobres”. Vários dos seus discípulos se dedicaram a divulgar suas doutrinas entre o povo, ainda durante a vida do mestre de Oxford. As doutrinas dos “lolardos” eram claras: A Bíblia deveria ser colocada à disposição do povo em seu próprio idioma. As distinções entre o clero e os leigos, com base no rito de ordenação eram contrárias às Escrituras. Clérigos injustos deveriam ser desobedecidos. A principal função dos ministros de Deus deveria ser pregar, e eles deveriam ser proibidos de ocupar cargos públicos, pois “ninguém pode servir a dois senhores”. Além disto o celibato de sacerdotes e monges era uma abominação que produzia imoralidade, aberrações sexuais, abortos e infanticídios. O culto às imagens, as peregrinações, as orações em favor dos mortos e a doutrina da transubstanciação eram pura magia e superstição.

Os “lolardos” incluíam estudantes da Universidade de Oxford, pequenos proprietários e muitos pobres das áreas rurais e urbanas. A igreja romana, através de uma declaração apoiada pelo Parlamento, em 1401, passou a perseguir e castigar com a pena de morte a pregação dos “lolardos”. Alguns estudiosos acham que esta perseguição foi eficaz na destruição do movimento até o fim do século XV. Outros argumentam que a influência deste grupo foi preservada em certos lugares e inspiraram a Reforma no século XVI. Mas a influência de Wycliffe foi muito mais forte na Europa continental. O casamento de Ricardo II, da Inglaterra, com Anne da Boêmia, firmou vínculos espirituais com a Boêmia (atual República Tcheca). Pela influência da rainha, os trabalhos de Wycliffe foram levados para a Boêmia, onde Jan Huss foi grandemente influenciado por eles. Suas idéias foram levadas para este país através de estudantes tchecos que estudavam na Universidade de Oxford (entre eles, Jerônimo de Praga), lançando os fundamentos dos ensinos de Huss. Através de sua influência na Boêmia, Wycliffe realmente foi um precursor da Reforma protestante.

Wycliffe continuou escrevendo até sua morte, no Natal de 1384, em conseqüência de um derrame cerebral. Já que faleceu estando em comunhão com a igreja, protegido da fúria da igreja por seus amigos ligados à nobreza, ele foi enterrado em terreno consagrado. Mas sua influência continuou tão forte que os ensinos de Wycliffe foram formalmente condenados, no concílio de Constança (1414-1418), trinta anos mais tarde. Ordens foram dadas para que seus escritos fossem destruídos, desenterraram seus ossos, queimaram-nos e lançaram suas cinzas no rio Swift. De qualquer maneira, as autoridades pensaram que, ao queimar seus restos mortais, eles poderiam apagar sua memória. Mas tais ações não poderiam parar a fome pela Palavra de Deus e pela verdade.

Como disse o historiador Thomas Fuller: “Eles queimara seus ossos até às cinzas / e as lançaram na correnteza, / um riacho próximo que corria velozmente. / Assim o riacho levou as cinzas para o Avon, / o Avon para o Severn; o Severn para os mares estreitos; / e eles para o oceano. E assim as cinzas de Wycliffe são o emblema da sua doutrina / que agora está espalhada para o mundo todo”. Uma grande organização evangélica missionária, fundada em 1942, recebeu seu nome, e, em cooperação com outros ministérios semelhantes, os tradutores da “Associação Wycliffe para Tradução da Bíblia” (Wycliffe Bible Translators) almejam traduzir a Bíblia para cada uma das 2.500 línguas restantes sobre a Terra que não têm as Sagradas Escrituras.


Sobre o autor: Franklin Ferreira (Bacharel em Teologia, Mestre em Teologia, Bacharelando em Educação e Doutorando em Teologia) é professor de teologia sistemática no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, no Rio de Janeiro, e na Escola de Pastores, em Niterói.


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A Falta de Avivamento Pessoal (Richard Baxter) Setembro 12, 2007

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Eu não sei o que os outros pensam, mas da minha parte, me envergonho de minha ignorância, e me admiro de mim mesmo, porque não tenho tratado as almas dos outros e da minha como almas que esperam o grande dia do Senhor; e porque tenho espaço para quase qualquer outros pensamentos e palavras; e porque tais assuntos assombrosos não tomam completamente minha mente. Admiro-me de como posso pregar sobre isto desapaixonadamente e descuidadamente; e como posso deixar os homens sozinhos em seus pecados; e como não vou atrás deles, rogando-lhes, pelo amor do Senhor, que se arrependam, não importa a forma que recebam a mensagem, e qual seja a pena e dor que custem a mim.

Muito poucas vezes saio do púlpito sem que minha consciência me golpeie por não ter sido mais fervoroso e sério. Ela não me acusa tanto pela falta de ornamentos e elegância, nem por deixar passar uma palavra errada; mas me pergunta “Como você pode falar de vida e da morte com um coração assim? Como pode pregar sobre o céu e o inferno de uma forma tão relaxada e descuidada? Crê no que disse? Leva a sério ou embroma? Como pode dizer às pessoas que o pecado é algo assim, e que tanta miséria está sobre elas e diante delas, e não ser mais afetado com isto? Você não deveria chorar sobre pessoas assim, e não deveriam tuas lágrimas interromper suas palavras? Você não deveria clamar em alta voz, e mostrar a eles suas transgressões, e implorar a eles e rogá-los como uma questão de vida e morte?

E, por mim mesmo, como estou envergonhado do meu coração descuidado e torpe, e do meu modo de vida inútil e lento, assim como, o Senhor sabe, estou envergonhado de cada sermão que tenho pregado; quando penso sobre o que estou falando, e quem me enviou, e que a condenação e salvação dos homens é completamente relacionada nEle, estou preste a tremer por temor de que Deus me julgará como um mau administrador de Suas verdades e das almas dos homens, e imagino que no meu melhor sermão eu seja culpado pelo sangue deles. Penso que não devemos falar qualquer palavra aos homens, em assuntos de tamanhas conseqüências, sem lágrimas ou com a maior seriedade que possamos alcançar; já que somos tão culpados do pecado que reprovamos, deveria ser dessa forma.

Verdadeiramente, este é o tinir da consciência que soa em meus ouvidos, e apesar disso, minha alma sonolenta não quer ser despertada. Oh! Que coisa é um coração endurecido e insensível. Oh, Senhor, salva-nos da praga da infidelidade e da dureza de coração de nós mesmos! Como poderíamos ser instrumentos aptos para salvar os outros do erro? Oh, faz em nossas almas aquilo que Tu nos usaria para fazer nas almas dos outros.


Tradução livre: Josaías Cardoso Ribeiro Jr.

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Armas da Luz! Setembro 11, 2007

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"Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas…" 2 Coríntios 10.4

Tudo depende do ponto de vista! Josué tinha a visão desanimadora de Jericó diante de si, mas levantou seus olhos para cima: "…eis que se achava em pé diante dele um homem que trazia na mão uma espada." Tendo esse encontro com o Vencedor, Josué ganhou a batalha contra Jericó. Essa foi uma verdadeira vitória pela fé. A tática do povo de Israel simplesmente consistiu em obedecer à estratégia proposta por Deus. A maneira de lutar de Deus foi e continua sendo totalmente ilógica para a compreensão humana. Israel não pelejou contra Jericó, mas cercou o inimigo com a presença de Deus. O segredo da vitória foi o conhecimento de Deus, a presença do Senhor, pois eles carregavam a arca do Senhor consigo. A oração, cercando o inimigo com a presença do Senhor, fez com que o poder do inimigo desmoronasse. Da parte de Deus, tudo já havia acontecido. A presença de Deus foi suficiente para a vitória naquela ocasião, e continua sendo suficiente hoje também! Esse é o segredo do nosso Estrategista celestial. Tudo já está consumado! A vitória é nossa, e essa certeza nos fortalece no combate da fé.

Extraído do livro "Pérolas Diárias" (de Wim Malgo)

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AS ETAPAS QUE ATRAVESSOU (Boa Semente) Setembro 10, 2007

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“No princípio, era o Verbo [Jesus Cristo], e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1:1). Ele é onisciente, onipotente e onipresente, e não tem a forma limitada de um homem. Por meio dEle, Deus “fez também o mundo” (Hebreus 1:2); mas Cristo Jesus:

“Aniquilou-se a si mesmo”. Para o Criador, despojar-Se foi tomar voluntariamente o lugar de Sua criatura e esconder muitos dos atributos divinos, a fim de aceitar as nossas limitações.

“Tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens”. Servo de Deus na terra, Ele se fez também servo dos homens, e como eles, foi submetido às circunstâncias exteriores do tempo e da vida.

“E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo”. Jesus Cristo podia ter sido a figura mais proeminente do Seu povo e do mundo. Contudo, escolheu nascer como um menino e viver entre os humildes.

“Sendo obediente até à morte”. Não merecia o castigo do pecado, ou seja, a morte, já que não cometeu nenhum pecado. No entanto, aceitou dar Sua vida porque esse era o plano de Deus.

 “E morte de cruz”. Morrer era o sacrifício supremo; e morrer na cruz foi aceitar, da parte dos homens, o sofrimento e a humilhação e, da parte de Deus, o juízo que nós merecíamos.

“Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome”. A nós só cabe nos prostrarmos e adorá-Lo por toda a eternidade pelo Seu tão imenso amor.

Extraído do devocional "Boa Semente" – literatura@terra.com.br

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Um testameto real Setembro 4, 2007

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O apóstolo Paulo disse: A vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.

Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave (Gálatas 2:20; Efésios 5:2).

Uma anedota conferiu ao rei Luiz XV a autoria da famosa frase, cúmulo do egoísmo e da irresponsabilidade: “Depois de mim, o dilúvio.” Em certo sentido, o dilúvio de fato caiu sobre a monarquia francesa em 1789, representada pelo seu sucessor, Luiz XVI. Este era fraco e foi superado pelas reivindicações populares que não satisfez. Isso lhe custou o trono e fez rolar sua cabeça no patíbulo revolucionário.

Porém, se Luiz XVI pagou com a vida as loucuras de seus antecessores, os maus conselhos recebidos e suas próprias torpezas, gostamos da expressão de fé manifestada em seu testamento, conservado em um museu francês:

“…Deixo minha alma a Deus, meu Criador; rogo a Ele que a receba em Sua misericórdia, que não a julgue segundo seus méritos, mas segundo os de nosso Senhor Jesus Cristo, que se ofereceu em sacrifício a Deus e Pai por nós, os homens, por mais indignos que fôssemos, e eu em primeiro lugar…

Luiz, 25 de dezembro de 1792.

O infeliz rei não escapou da condenação dos homens (morreu na guilhotina no final de janeiro de 1793), mas as linhas acima escritas de próprio punho nos permitem deduzir que o juízo de Deus não o alcançará.

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NUNCA SERÁ INÚTIL! Agosto 31, 2007

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"Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil." 1 Coríntios 15:58

“No Senhor, o trabalho de vocês não será inútil.” Estas palavras soam tão bem! Mas às vezes tentamos e tentamos, e nada parece funcionar. Oramos pelos crentes, pedimos crescimento, mas muitos estão deixando a igreja. Estudamos para a prova, e, mesmo assim, tiramos nota baixa. Gastamos tempo para fazer nosso negócio dar certo, e não vemos lucro. Nossa intenção é manter o nosso casamento, mas ele se desfaz. Todos os dias alguém é tentado a desistir. E talvez a culpa seja da insegurança em que vivemos. Queremos desistir porque parece não valer a pena tentar, ou porque não faz diferença. Mas, antes de prosseguirmos nesse intento, é preciso refletir sobre o acontecimento que mudou o curso da história: a ressurreição de Cristo. Por causa da sua ressurreição, nada do que é feito em nome de Jesus é em vão. Se Cristo não tivesse ressurgido, até poderíamos desistir. Mas Cristo ressurgiu, e para aqueles que estão sob o poder dessa ressurreição, nada do que fizerem será infrutífero. O mesmo Deus que mostrou a sua graça através de todas as gerações no passado continuará a fazê-lo no futuro. A ressurreição de Cristo garante isto! “Portanto… [sejam] sempre dedicados à obra do Senhor…"

Sob a visão da nova vida em Cristo, tudo o que fizermos terá um valor especial.

Extraído de www.cadadia.com.br

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O Poder à nossa disposição (Boa Semente) Agosto 30, 2007

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Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.

A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo (2 Timóteo 1:7; 2 Coríntios 12:9).

        A represa da Grande Dixence nos Alpes tem 285 metros de altura e 200 de largura na base. Permite acumular uma enorme quantidade de energia: 400 milhões de metros cúbicos de água que provém de 35 geleiras! Ela produz 20% da energia total consumida na Suíça. Ao visitar as instalações da represa, algo me fez refletir: os dutos levam a água às turbinas 1800 metros abaixo, mas para que estas girem é necessário abrir as comportas.

        Essa obra formidável, fonte de tanta energia, me faz pensar sobre o poder de Deus que está sempre à disposição do cristão. Confiemos no Senhor e aproveitemos Seu poder! Porém, é necessário abrir as comportas para que desapareçam os obstáculos que nos paralisam. Quais são eles? O primeiro é uma má consciência. Deus, que é fiel, não pode manifestar Sua bênção e poder se toleramos o mal em nossa vida. Também podemos limitar o poder de Deus se fizermos de nós mesmos o centro de tudo. Não, o centro de tudo é Jesus Cristo. Pensemos em Seus interesses. Vivamos para Ele e nos coloquemos a serviço dos demais. Então nossos desejos estarão mais de acordo com a vontade divina, nossas orações serão mais eficazes e veremos a intervenção de Seu poder. E tudo para a glória de Deus!

Extraído do devocional "Boa Semente"

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Promessas Preciosas – Charles Spurgeon Agosto 29, 2007

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"grandíssimas e preciosas promessas." (II Pedro 1:4)

Se você puder conhecer experimentalmente a preciosidade das promessas, e gozá-las em seu próprio coração, reflita muito sobre elas. Há promessas que são como uvas no lagar; caso você venha a andar então o suco virá a fluir. Pensar sobre as palavras sagradas será quase sempre o prelúdio da sua realização. Enquanto você estiver refletindo sobre elas, a bênção que você está procurando irá imperceptivelmente até você. Muitos, como um Cristão que tem sede das promessas, tem encontrado a graça que lhe é assegurada sendo gentilmente destilada em sua alma mesmo enquanto está considerando os registros divinos; e ele tem se regozijado pois sempre foi guiado a colocar a promessa próxima ao seu coração.

Mas, além da meditação sobre as promessas, procure em sua alma recebê-las como sendo palavras vindas diretamente de Deus. Fale à tua alma deste modo: "Se eu fosse me ocupar com a promessa de um homem, eu iria considerar cuidadosamente a capacidade e o caráter do homem que tiver pactuado comigo. Assim com a promessa de Deus, meu olho não precisa estar tão fixo na grandeza da graça – isto pode me deixar tonto pela grandeza daquele que prometeu que vai alegrar-me. Minha alma, é Deus, o teu Deus, o Deus que não pode mentir, que te fala. Esta palavra dEle que agora você está considerando é tão verdadeira quanto Sua própria existência. Ele é um Deus imutável. Ele não mudou nada que tenha saído de Sua boca, nem pediu que voltasse uma só sentença consolatória. Nem Lhe falta qualquer poder, é o Deus que fez os céus e a terra que tem te falado. Nem pode Lhe faltar sabedoria, como ao tempo em que irá conceder as graças, já que Ele sabe quando é melhor dar e quando é melhor reter. Por esta razão, vendo que é a palavra de Deus tão verdadeira, tão imutável, tão poderosa, tão sábia, é que eu devo e vou acreditar na promessa". Se nós, deste modo, meditarmos sobre as promessas, e considerarmos Aquele que as fez, iremos experimentar Sua doçura e obter a Sua realização.

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Aquietai-vos! (Charles Spurgeon) Agosto 28, 2007

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“Estai quietos, e vede o livramento do SENHOR” (Êxodo 14:13)

Estas palavras contém o mandamento de Deus para o crente quando ele é submetido a grandes necessidades e trazido a extraordinárias dificuldades. Ele não pode recuar; ele não pode avançar; ele está preso na mão direita e na esquerda; o que deve ele fazer agora? A palavra do Mestre para ele é, “estai quieto”. E será bom se nestes momentos ele ouvir somente a palavra do seu Mestre, pois outros e maus conselheiros chegam com suas sugestões. O desespero sussurra: “Deite-se e morra; desista de tudo”. Mas Deus nos dará uma animadora coragem, e mesmo nos piores momentos regozijemo-nos no Seu amor e fidelidade. A covardia diz: “Retirada; retorne ao jeito mundano de ser; você não pode fazer parte do cristianismo, é muito difícil. Renuncie a seus princípios”. Mas, muito embora Satanás possa frisar insistentemente este caminho para você, você não pode segui-lo se você é um filho de Deus. A Sua divina ordem tem guiado teu espírito de dificuldade em dificuldade, e assim você deve seguir, e nem a morte, nem o inferno devem te tirar do teu caminho. Se por um momento você é chamado a estar quieto, não obstante isto ser para renovar tuas forças para um avanço ainda maior no devido tempo, a precipitação grita: “faça algo. Movimente-se, estar quieto e esperar, é puro ócio”. Nós devemos estar fazendo algo imediatamente – devemos fazer algo, pensamos nós – ao invés de olhar para o Senhor, o qual não somente irá fazer algo como irá fazer tudo. A presunção ostenta: “Se o mar estiver à sua frente, marche para dentro dele e espere um milagre”. Mas, a fé não ouve nem à presunção, nem ao desespero, nem à covardia, nem à precipitação, mas ela ouve Deus dizer, “estai quietos”; – mantenha a postura de um homem reto, pronto para a ação, esperando novas ordens, alegre e pacientemente aguardando a voz que te será por guia; e ela não demorará, cedo Deus dirá a você tão claramente quanto Moisés disse ao povo de Israel: “Avance!”

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